O museu digital que permite visualizar os primeiros sites da Internet

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O Web Design Museum criou um acervo com mais de 900 páginas da época em que a rede mundial de computadores estava a dar os primeiros passos. O museu digital reúne variadas páginas da internet que ficaram no ar entre 1995 a 2005, nos primórdios da rede.

Este projeto engloba desde a página da Google ou do Facebook a portais de notícias e sites institucionais. O objetivo, segundo os organizadores, é criar um acervo com as tendências do web design da época, para que os criadores atuais se possam “inspirar”.

Para isso, o Web Design Museum conta com diferentes formas de visualização do seu conteúdo. Além dos destaques na página inicial, é possível conferir as páginas por ano, categoria, estilo ou ainda em linhas do tempo de cada empresa. Dá para ver, por exemplo, toda a evolução da Netflix, desde 2002.

As páginas mais antigas deste museu digital datam de 1995: a da rede de notícias CNN e a do Governo de Quebec, Canadá.

O esforço em fazer uma curadoria da Internet do passado é louvável. De 1991, ano em que a rede foi criada pelo cientista da computação Tim Berners-Lee, a 1996, o projeto estima que cerca de 250 mil websites foram criados. No entanto, há pouca informação dessa época disponível para pesquisa.

As coisas só começaram a mudar quando, em 1996, foi criada a Internet Archive, uma organização voltada para a preservação de arquivos multimédia. Com a ferramenta Wayback Machine é possível visitar cerca de 338 mil milhões de páginas da web. Se pensarmos que a Internet nasceu há apenas 27 anos, esse número só mostra o quão interessante será ver como as próximas gerações vão preservar esta enormíssima quantidade de conteúdo.

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Formação “Preservação e conservação de acervos audiovisuais”

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A Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas (BAD) sendo também uma entidade formadora certificada pela DGERT promove a ação de formação “Preservação e conservação de acervos audiovisuais”, nos dias 3 a 4 de outubro, em Lisboa.

Esta formação, que será ministrada pelo formador Pedro Santos terá a duração de 9 horas e é orientada para quem pretende desenvolver competências de forma a estabelecer boas práticas de preservação e conservação em arquivos audiovisuais.

Dirigida preferencialmente a profissionais responsáveis por acervos audiovisuais e outros com interesse em adquirir conhecimentos nesta matéria, esta ação tem como objetivos:

– Indicar os diversos formatos audiovisuais;
– Identificar os tipos de suportes mais utilizados nos acervos audiovisuais;
– Indicar as boas práticas para a preservação e conservação dos acervos audiovisuais;
– Identificar os principais defeitos vídeo passíveis de observação num registo audiovisual;
– Valorizar a utilização do restauro digital na preservação de um acervo audiovisual.

Últimas vagas para a ação de formação ainda estão disponíveis, basta fazer a sua inscrição através do formulário em linha, até ao dia 25 de setembro.

Para mais informações, consulte o programa ou contacte o Sector da Formação da BAD através do e-mail formacao@bad.pt

Fonte e mais informações: https://www.bad.pt/noticia/2018/09/18/saiba-como-preservar-e-conservar-acervos-audiovisuais/

O Porto visto pelos turistas ao longo de 200 anos

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A exposição estará na biblioteca Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, no Porto, até ao dia 23 de setembro. Reunindo vários guias de viagem desde 1820 até à revolução de 1974, o visitante pode ficar a conhecer como era “O Porto Sentido de Fora”.

As paredes da sala de exposições da biblioteca estão revestidas de frases sobre a cidade do Porto, retiradas de livros e guias de viagem publicados entre a monarquia constitucional e o Estado Novo.

“Balançando-se com um jeito peculiar e desajeitado, as mulheres levam prodigiosas cargas sobre as suas cabeças. Tudo, desde bebés a fardos de mercadoria, é suportado pela cabeça feminina em Portugal; e estas mulheres do norte usam uma peculiar rodilha adaptada a esse costume”.

Os responsáveis por esta exposição são investigadores da Universidade do Porto e a iniciativa surgiu de um deles, Vasco Ribeiro, que foi juntando uma coleção de guias ao longo dos anos. Sempre que viajava para fora, Vasco Ribeiro procurava guias antigos sobre Portugal para alimentar a coleção.

Uma das fases que acha mais interessante – não fosse ele especialista em comunicação política – é a do Estado Novo. António Ferro, o responsável pela máquina da propaganda de Salazar, encontrou nos guias turísticos uma estratégia de comunicação.

“Verifica-se que Ferro quando assume o secretariado da propaganda nacional, começou a patrocinar a publicação destes guias, porque falando das belezas do países, consegue-se camuflar o regime”, sublinha.

“A festa de São João, acima de tudo, é um delírio universal. Só se veem luzes, fogueiras, fogos de artifícios, arcos de verduras e de flores, grinaldas”.

Os primeiros guias de viagem mais não eram do que cartas e notas escritas pela nobreza endinheirada, com posses para viajar. “Para se cultivar, o nobre tinha que viajar. E então instalavam-se nas capitais, faziam viagens longas, durante anos, em meios de transporte próprios e muitas vezes faziam estes diários de impressões das cidades que visitam.”

Grandes vidas, as dos que fizeram os primórdios dos guias turísticos que não deixaram de visitar Portugal e encontraram no Porto um encanto particular.

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Biblioteca Pública de Braga evoca criador do Museu Nacional de Arqueologia

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A Biblioteca Pública de Braga (BPB) apresenta até dia 28 de setembro uma exposição sobre José Leite de Vasconcelos, assinalando os 160 anos do nascimento desta figura da cultura portuguesa, que fundou o Museu Nacional de Arqueologia.

Há para ver uma centena de publicações de/sobre o homenageado, todas à guarda da BPB, incluindo uma secção simbólica de estudos sobre o Minho, como registos de achados, a defesa do castelo de Braga, o santuário da fonte do Ídolo, o desejado museu de arqueologia local e a troca de cartas com o vimaranense Martins Sarmento. A mostra insere-se no ciclo ‘Efemérides’ desta unidade cultural da Universidade do Minho e tem entrada livre todos os dias úteis, das 9 às 12.30 e das 14 às 17.30 horas.

José Leite de Vasconcelos licenciou-se em Medicina no Porto, recebendo o Prémio Macedo Pinto como melhor aluno. Foi delegado de saúde e teve consultório no Porto. Porém, quis dedicar-se à linguística, filologia, arqueologia, etnografia, numismática e epigrafia, despertado pela observação das tradições na sua infância rural e adoptando um estilo investigativo exaustivo.

Doutorou-se em Filologia na Universidade de Paris (França), foi conservador da Biblioteca Nacional durante 23 anos, lançou publicações-chave como ‘Revista Lusitana’, ‘O Arqueólogo Português’ ou ‘Boletim de Etnografia’ e leccionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). Zeloso das origens e tradições lusas, fundou há 125 anos o Museu Etnológico em Belém (hoje Museu Nacional de Arqueologia), ao qual deixou em legado oito mil obras, além de manuscritos, cartas, gravuras e fotos.

É autor do maior epistolário português conhecido (24.800 cartas de 3803 correspondentes), fruto da sua rede de contactos, desde os humildes camponeses da ilha do Corvo aos vultos da inteligência europeia.

Fonte: https://correiodominho.pt/noticias/biblioteca-publica-de-braga-evoca-criador-do-museu-nacional-de-arqueologia/112563

Biblioteca Municipal de Coimbra acolhe Feira do Livro Dado

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A Biblioteca Municipal de Coimbra recebe a 22 de setembro a Feira do Livro Dado, uma iniciativa da associação Casa da Esquina destinada a todas as faixas etárias e que procura dar um novo lar a livros esquecidos nas prateleiras de casa.

A iniciativa, que arrancou em outubro de 2016, vai para a sexta edição (é a segunda vez que decorre na Biblioteca Municipal) e a organização estima que já estejam estado envolvidas cerca de 1.500 pessoas nas diferentes edições e que tenham sido trocados seis mil livros.

“Há uma variedade enorme de livros. Aparece de tudo. Cerca de um quinto dos livros são infantis, mas também há muitos livros técnicos, muita literatura do momento e, por vezes, aparecem algumas coisas raras e antigas”, contou à agência Lusa Sandra Jorge, da organização da Feira do Livro Dado.

Pela feira, passam desde crianças a idosos, numa iniciativa em que “não há praticamente regras”, salientou, referindo que a única estabelecida é não levar livros escolares, por existirem várias plataformas e organizações que trabalham nessa área.

“Convém que toda a gente leve livros e que troque por outros, para não se ter excesso de oferta ou de procura, mas normalmente, corre muito bem e, por norma, não sobram muitos livros”, disse Sandra Jorge, referindo que os livros que sobram são entregues a instituições que precisam deles.

De acordo com esta responsável, a Feira do Livro Dado faz parte do trabalho que a Casa da Esquina tem feito de se “pensarem formas alternativas da economia”, como é o caso do Mercado de Trocas para Crianças e Jovens.

“Na última Feira do Livro Dado, tivemos mais de 500 visitas e foram trocados cerca dois milhares de livros. Não foi apenas um sucesso de participação, como também na promoção da sustentabilidade e da solidariedade, tornando possível a todas as pessoas participantes o acesso gratuito a livros, sendo ao mesmo tempo um projeto de estímulo à leitura”, lê-se na mesma nota.

A feira do Livro Dado decorrerá a 22 de setembro, um sábado, das 11:00 às 13:00 e das 14:00 às 19:00.

Fonte e mais informações: https://www.dn.pt/lusa/interior/biblioteca-municipal-de-coimbra-acolhe-feira-do-livro-dado-9778630.html

Nova rede de investigação vai estudar papel social das bibliotecas

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Uma nova rede de investigação vai reunir académicos de várias universidades para estudar o papel social das bibliotecas e, em particular, as desigualdades sociais.

A criação da rede surgiu no âmbito da conferência internacional sobre “Bibliotecas Públicas, políticas culturais e leitura pública”, que decorreu na Casa dos Bicos, em Lisboa, na semana passada, e contou com mais de 60 participantes, nacionais e estrangeiros, com o apoio da Fundação José Saramago, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.

“Esta ideia surgiu há uns três anos para tentar encontrar parcerias para fazer investigação sobre o papel social das bibliotecas na sociedade contemporânea, mas também alguns aspetos que têm a ver com a própria história das bibliotecas, no mundo ocidental, para entendermos o que é que hoje o leitorado – que é a expressão que mais gosto de usar – de uma biblioteca pública pode esperar de uma biblioteca”, afirmou a investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Paula Sequeiros, membro da comissão organizadora da conferência.

Assim, há várias questões que o grupo de investigadores se propõe a estudar: “O que é que o leitorado gostaria de ter?”, “O que é que os bibliotecários podem oferecer?” e “Para que é que servem as bibliotecas hoje?”.

Paula Sequeiros lembrou que em Portugal é feita investigação na área das bibliotecas (por exemplo ao nível da história do livro, da sociologia da edição e da sociologia das bibliotecas) que não tem paralelo a nível internacional, algo que deve ser aproveitado.

Fonte e mais informações: https://www.noticiasaominuto.com/pais/1079285/nova-rede-de-investigacao-vai-estudar-papel-social-das-bibliotecas

BAD lança questionário para recolher as necessidades de formação

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A BAD lançou no passado dia 10 de Setembro o seu questionário sobre necessidades de formação dos profissionais da área para 2019.

Visando prosseguir a política e estratégias de melhoria do Sector de Formação da BAD, que têm vindo a ser desenvolvidas tendo por base a análise sistemática das necessidades de formação, a BAD disponibiliza um questionário em linha, com o objetivo de auscultar as necessidades de formação dos profissionais da nossa área para o ano de 2019.

A BAD conta com a sua colaboração tendo em vista uma cada vez melhor e mais ampla oferta formativa e agradece o seu preenchimento até ao próximo dia 21 de setembro de 2018!

Para preencher o questionário clique aqui.

Fonte e mais informações: https://www.bad.pt/noticia/2018/09/10/a-bad-lanca-o-seu-questionario-sobre-necessidades-de-formacao-dos-profissionais-da-area-para-2019/

4º Fórum GDI – extensão do prazo para submeter propostas de flash talks

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A Comissão Organizadora do 4º Fórum de Gestão de Dados de Informação (Fórum GDI) anunciou que o prazo de submissão de propostas de flash talks foi adiado até à próxima 2.ª feira (17 setembro).

O programa do 4º Fórum GDI prevê uma sessão de flash talks para apresentação de iniciativas emergentes, boas práticas e projetos associados ao suporte à gestão de dados de investigação.

Em que consistem as flash talks?

As flash talks seguem um modelo de «apresentações “24×7”» que consiste numa apresentação de 7 minutos e recorrendo até um máximo de 24 slides. Este tipo de apresentações no Fórum GDI visa apresentar e partilhar de forma breve o essencial de projetos, iniciativas emergentes e boas práticas relevantes no suporte à Gestão de Dados de Investigação.

Para participar:

Modelo de submissão e outras informações – http://forumgdi.rcaap.pt/4forum/4submissoes/

Enviar por email para info@rcaap.pt até dia 17 de setembro às 23h59.

Fonte: http://forumgdi.rcaap.pt/4forum/

APOM aconselha museus portugueses a verificarem os sistemas de segurança

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O presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, aconselhou os museus do país a fazerem uma verificação e manutenção dos seus sistemas de segurança contra incêndio para prevenir “tragédias” como a que sucedeu no Brasil.

O incêndio ocorrido na semana passada, no Rio de Janeiro, não provocou vítimas, mas destruiu grande parte do acervo de 20 milhões de peças desta entidade, considerada a maior na área da História Natural e Antropologia da América Latina, fundada há 200 anos.

Entre as peças do acervo do Museu Nacional, estavam a colecção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Pedro I, e o mais antigo fóssil humano encontrado no Brasil, baptizado de Luzia, com cerca de 11.000 anos.

Sobre a situação dos museus em Portugal no que diz respeito a sistemas de vigilância, prevenção e combate a incêndios, o responsável indicou que “os regulamentos existem, são de lei, mas o problema é saber se têm manutenção regular já que a falta de recursos é grande no sector”.

Por essa razão, João Neto aconselha os museus do país a verificarem se os sistemas estão a funcionar bem, para serem accionados em caso de emergência.

“Em particular devem ser verificados os sistemas em edifícios antigos, como é o caso do Museu Nacional do Traje e o Museu Nacional do Teatro, e que têm acervos altamente inflamáveis”, exemplificou.

Fonte e mais informações: https://www.sabado.pt/vida/detalhe/associacao-aconselha-museus-portugueses-a-verificarem-sistemas-de-seguranca

Centro Histórico de Coimbra vai ter um arquivo digital

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O Centro Histórico de Coimbra vai passar a ter um arquivo digital que se pretende assumir como um repositório vivo do conhecimento daquela zona da cidade, como um catalisador de memórias ou como uma oportunidade de reflexão e ação sobre o presente.

A plataforma digital, que alberga texto, fotografias, som e vídeo sobre o Centro Histórico de Coimbra, foi apresentada no dia 30 de Agosto, numa iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Jazz ao Centro Clube (JACC), o Departamento de Engenharia Informática e a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Segundo explicou a coordenadora do serviço educativo do JACC, Catarina Pires, pretende-se que a plataforma possa ser um repositório vivo de conhecimento em que qualquer pessoa possa adicionar conteúdos, mas também uma ferramenta para ativar projetos artísticos a partir do material lá presente ou ainda que sirva para o desenvolvimento de iniciativas comunitárias.

No fundo, “este arquivo quer ser um catalisador das memórias, mas também uma oportunidade de reflexão e ação sobre o presente”. “Tem este lado digital, mas queremos que haja uma parte analógica e de encontro efetivo das pessoas e de discussão”, afirmou a responsável.

No arquivo, já estão adicionados alguns conteúdos, como é o caso do Arquivo Sonoro do Centro Histórico de Coimbra (com curadoria de Luís Antero e que conta com paisagens sonoras daquela zona), ou de “Ai Coimbra Que Cais”, uma iniciativa de fotografia em torno de edifícios degradados da cidade.

Nesta plataforma, qualquer pessoa “pode criar livremente o seu perfil e submeter documentação ou fotografias que considerem relevantes”, explanou a coordenadora.

O autor da plataforma é Daniel Lopes, estudante de mestrado em Design e Multimédia, que contou com a orientação de Pedro Martins e João Bicker para o seu projeto final de curso, sendo que o projeto tem também o envolvimento dos professores de sociologia Sílvia Ferreira e Paulo Peixoto.

De acordo com Daniel Lopes, a plataforma permite incluir vários tipos de ficheiro, que ficam associados a uma localização do Centro Histórico de Coimbra, sendo depois as contribuições validadas pelo JACC.

“A publicação fica associada a um local e a uma data. Portanto, dá para filtrar os tipos de arquivo, seja por data, por local ou por autor”, sendo que ainda é possível agregar conteúdos por coleção, como é o caso do arquivo sonoro, aclarou.

Fonte e mais informações: https://www.dn.pt/lusa/interior/centro-historico-de-coimbra-com-arquivo-digital-para-falar-do-passado-e-do-presente-9781077.html