O mundo clandestino dos jornais comunistas manuscritos nas cadeias

Consulte o fundo documental "Jornais Manuscritos Clandestinos" e respectivas imagens a partir de:
http://digitarq.dgarq.gov.pt?ID=4606129
Quem são os militantes nas fotos que surgem coladas na página 10 do jornal manuscrito O Fogo, de Janeiro de 1936, elaborado por militantes do PCP presos em Peniche? Quais os seus nomes, idades, origem social, em suma, a sua história? Por que razão se encontravam presos na Fortaleza de Peniche naquele início de ano de 1936? Como foi possível iludir a guarda dentro dos muros de Peniche e desenhar com corpos no chão uma estrela da revolução e no seu centro as iniciais do Partido Comunista? E quem tirou e revelou as fotos? Como entrou uma máquina fotográfica na cadeia da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE)?
Estas perguntas, há décadas por responder, poderão agora começar a encontrar resposta através da investigação histórica, fruto do acordo estabelecido entre o PCP e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo que teve como resultado a realização da exposição Cada fio de vontade são dois braços/ e cada braço uma alavanca: jornais manuscritos na prisão (1934-1945), que amanhã é inaugurada na Torre do Tombo, em Lisboa.

