As comemorações dos 25 anos da biblioteca geral da Universidade do Minho (BGUM) arrancam esta semana, com a abertura de uma exposição evocativa sobre o seu percurso. A Reitoria adiantou que a mostra está patente no espaço B-Lounge da BGUM, no campus de Gualtar, em Braga, até 17 de fevereiro de 2018.

Há para ver painéis a traçarem a linha do tempo com fotos, notícias e documentos, peças históricas como uma máquina datilográfica, um catálogo manual com fichas bibliográficas em gavetas e um arquivador de CDs ou, ainda, um vídeo sobre a evolução da BGUM e dos Serviços de Documentação na internet.

A exposição recua ao início das aulas na UMinho, em 1975/76, quando se sugeriu a criação da biblioteca na rua D. Pedro V. Porém, esta seria instalada em 1979 nos pavilhões vizinhos da Rodovia, ampliada seis anos depois de 60 para 100 lugares e com horário alargado até às 23:00 desde 1991.
O atual edifício da BGUM foi referenciado já em 1978 no mapa do que viria a ser o campus de Gualtar, mas só abriu a 16 de novembro de 1992. A inauguração oficial decorreu três meses depois, no âmbito do Dia da Universidade, com o então autarca Mesquita Machado, o reitor Sérgio Machado dos Santos e o diretor dos Serviços de Documentação, Armindo Cardoso.

Esta biblioteca teve vários marcos e projetos pioneiros, como a gestão informatizada dos empréstimos (1992), a homepage, os postos de pesquisa com acesso à Internet e os empréstimos interbibliotecas (todos ocorridos em 1995), a pesquisa para invisuais (1996), a área de leitura em formatos alternativos (1999), o horário alargado até às 24:00 na fase de exames (2007), o serviço “Pergunte-nos” nos meios digitais (2008), a certificação ISO 9001:2008 (2009), as obras de remodelação do edifício ou o catálogo bibliográfico mobile (ambos em 2011) e a abertura de salas de estudo 24 horas (2013).

A BGUM é a principal e a mais antiga biblioteca da UMinho. Reúne 200 mil obras de todas as áreas, incluindo os fundos dos extintos Instituto de Estudos da Criança e do Magistério Primário de Braga e Guimarães. Nos seus quatro pisos há 606 lugares de leitura, 32 cabinas para estudo individual e oito salas para estudo em grupo, três delas abertas 24 horas por dia no período letivo.

O edifício possui igualmente área para descanso e para ações culturais, posto informativo do Instituto Nacional de Estatística, do Centro de Documentação Europeia e da Casa do Conhecimento, a par das bibliotecas das Nações Unidas e de estudos orientais (Fernão Mendes Pinto). As pessoas externas também podem utilizar as instalações, mediante inscrição.

De acordo com o diretor dos Serviços de Documentação da UMinho, Eloy Rodrigues, estão a ser preparadas outras iniciativas para comemorar estas bodas de prata.

Fonte e mais informações: https://ominho.pt/biblioteca-geral-da-uminho-25-anos/

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